ASS. DE AMIGOS DA ENFF - Adesão militante do MORENA-cb
Camaradas e compatriotas,
A Escola Nacional Florestan Fernandes - ENFF precisa de nossa ajuda URGENTE para continuar existindo, difundindo o conhecimento e educando politicamente os lutadores e lutadoras do povo. Não podemos permitir, nem sequer tolerar a idéia de que ela interrompa ou diminua o ritmo de suas atividades.
Situada em Guararema (a 70 km de São Paulo), foi construída, entre 2000 e 2005, graças ao trabalho voluntário de pelo menos mil trabalhadores e trabalhadoras sem terra e simpatizantes. Nos cinco primeiros anos de sua existência, passaram pela escola 16 mil militantes e quadros dos movimentos sociais do Brasil, da América Latina e da África.
Militantes do Movimento Revolucionário Nacionalista – círculos bolivarianos que atuam em vários movimentos sociais tem participado em muitas dessas atividades e sabemos da importância da continuidade do trabalho de educação política da ENFF. Por isso o MORENA-cb está tomando a iniciativa de convocar seus colaboradores, ativistas e militantes dos círculos bolivarianos para se tornarem sócios e ampliarem nas suas bases de atuação o número de sócios da ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS DA ESCOLA NACIONAL FLORESTAN FERNANDES.
Existem duas modalidades de associação: a plena e a solidária. A única diferença entre ambas as modalidades consiste no valor a ser pago. Ambas asseguram os mesmos direitos e privilégios estendidos aos associados.
Para ficar sócio pleno, você deverá pagar a quantia de R$ 20,00 (vinte reais) mensais; para tornar-se sócio solidário, você poderá contribuir com uma quantia maior ou menor do que os R$ 20,00 mensais. Esses recursos serão diretamente destinados às atividades da escola ou, eventualmente, empregados na organização de atividades para coleta de fundos (por exemplo: seminários, mostras de arte e fotografia, festivais de música e cinema).
Com essa adesão militante queremos simplesmente incentivar o maior número possível de pessoas comprometidas com a continuidade, o aprofundamento e o crescimento desta experiência de educação popular e classista do povo trabalhador com a qual nos identificamos plenamente enquanto organização política: a nossa ENFF.
Em anexo você encontrará a ficha de adesão. Enviem diretamente a ficha preenchida para a sede da ASSOCIAÇÃO em São Paulo (associacaoamigos@enff.org.br / Rua da Abolição nº 167 – Bela Vista - São Paulo – SP – Brasil – CEP01319-030), encaminhando uma cópia para nossa coordenação nacional (morena.circulosbolivarianos@gmail.com / caixa postal 31503 CEP 20780-970)
Na revolução de Bolívar, Che e Brizola nos encontramos todos!
Pátria, socialismo ou morte. Venceremos!
Brasil, 20 de maio de 2010
Coordenação Nacional do MORENA - cb
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campanha
"Até o momento nada indica que a crise tenha chegado ao fundo"
por Grupo de Trabalho do CLACSO [*]Os integrantes do Grupo de Trabalho do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais ( CLACSO ) sobre "Economia mundial, corporações transnacionais e economias nacionais" reunidos na cidade de Buenos Aires durante os dias 2 e 3 de Setembro do ano em curso com a finalidade de analisar a Crise capitalista mundial, as propostas de superação e seus impactos na América Latina, após um intenso e frutífero intercâmbio de opiniões, manifestam:
1- O comportamento dos principais indicadores económicos e sociais permite afirmar que a economia capitalista mundial se encontra longe de retomar o caminho do crescimento, tal como se tem vindo a afirmar em informações provenientes de centros de poder do capitalismo transnacional, divulgadas profusamente nos meios maciços de comunicação e com aquelas em que se procura minimizar os alcances da crise e a severidade dos seus impactos à escala planetária. Ainda que se esteja na presença de factos que se encontram em pleno processo de desdobramento e cujo desenvolvimento específico pode apresentar variados percursos, até ao momento nada indica que a crise tenha chegado ao fundo e menos ainda que tenha chegado ao seu fim. Se fosse esse o caso, a maioria das estimativas indicam que se assistirá a um longo período depressivo, ou a uma recuperação muito lenta que no melhor dos casos permitirá alcançar, em mais alguns anos, os níveis de produção anteriores à crise e só em meados da década seguinte os níveis de emprego. Em matéria social, a situação é dramática e demonstra que os principais afectados são os trabalhadores e sectores sociais empobrecidos, pois mantém-se a tendência para o aumento do desemprego, à deterioração do rendimento e, em geral, à precarização dos trabalho e uma pauperização crescente que deteriora a qualidade de vida de milhões de pessoas de menores rendimentos.
2- A crise reafirma os fundamentos de uma reprodução do capitalismo a nível mundial baseada na exploração do trabalho e mostra – de forma nua e violenta – seus limites para dar resposta às exigências económicas, políticas, sociais, ambientais e culturais do ser humano. Além disso, revela a sua gigantesca capacidade destruidora de riqueza material e imaterial. Dado o seu carácter e seus alcances geográficos e sectoriais, a crise actual põe em evidência que não se trata de uma simples disfuncionalidade transitória – sectorial ou geográfica – dos mecanismos de reprodução do sistema. A crise contesta de forma certeira a possibilidade uma prosperidade capitalista indefinida, desmente a afirmação do desprestigiado Fundo Monetário Internacional que em 2007 assinalava lapidarmente: "O robusto crescimento mundial perdurará" e liquida o dogma sobre o fim da história que se havia pretendido impor durante as últimas duas décadas.
3- Ainda que o epicentro da crise tenha sido os Estados Unidos, seus efeitos estenderam-se muito rapidamente à escala mundial e impactaram a totalidade das economias. Ao articular-se a crise com as diversas trajectórias regionais, nacionais e locais da acumulação capitalista, suas configurações específicas são múltiplas e variadas. Estamos na presença de uma crise do capitalismo globalizado com desenvolvidos desiguais e diferenciados, de diferente intensidade sectorial, geográfica e social. No caso da América Latina, são igualmente indiscutíveis os seus efeitos. Para além de matizes, não há país da região que tenha deles escapado. Os processos de neoliberalização impulsionados durante as últimas décadas acentuaram a dependência e forçaram uma reestruturação económica regressiva, provocando uma crescente vulnerabilidade frente ao comportamento da economia capitalista mundial. Naqueles países nos quais os projecto neoliberal conseguiu implantar-se com maior intensidade, escorando-se além disso com um correspondente marco jurídico-institucional de tipo neoliberal (Tratado de Livre Comércio com os EUA), os efeitos da crise sentiram-se antes e com maior severidade, sobretudo no emprego. Tal é o caso do México, Chile e Colômbia.
4- A alta dependência de um número importante de economias da região da produção e exportação de produtos energéticos, matérias-primas, produtos ag rícolas gerou efeitos contraditórios. Nos fins de 2008, o epicentro da crise mundial, a queda abrupta dos preços da maioria desses produtos parecia que imporia uma queda drástica da actividade económica externa, uma deterioração das balanças de transacções correntes e de pagamentos, bem como um maior endividamento. Ao reverter relativamente essa tendência, a severidades dos impactos da crise pôde ser atenuada (não evitada), quando se considera o comportamento de alguns indicadores macroeconómicos. Apesar disso, as finanças públicas mostram uma tendência em franca deterioração, a dívida pública e privada continua a aumentar aceleradamente e, em geral, a actividade económica encontra-se deprimida. Do ponto de vista social a crise acentuou as desigualdades e incrementou a pobreza e indigência na região. O desemprego continua em alta e a precarização do trabalho acentua-se. No imediato, não parece contemplar-se, como já se disse, uma etapa de recuperação sustentada da economia mundial e regional.
5- Dada a importância que os recursos nacional adquiriram na nova geografia da acumulação capitalista a nível mundial e considerando que a América Latina é uma região muito rica deles, a crise estabeleceu a importância da luta por tais recursos, assim como a necessidade da defesa soberana deles. A luta pelos recursos inscreve-se no âmbito das aspirações históricas dos trabalhadores e une-se à exigências de comunidades e povos ancestrais, indígenas e afro descendentes, em defesa dos seus territórios e por uma reorientação substancial da organização económica da sociedade. Enquanto em alguns países a maior parte das rendas que geram tais recursos são transferidas às corporações transnacionais, em outros iniciaram-se processos de apropriação e de manejo soberano que abrem novas possibilidades para pensa estratégias alternativas de desenvolvimento e integração na região.
6- A intensidade da crise, assim como as tendências de saída da mesma, guardam uma estreita relação com a situação e a dinâmica da luta social e de classes. Toda crise abre um amplo espectro de possibilidades aos diferentes projectos políticos que decorrem na sociedade. Se a saída da crise representa uma reafirmação e prolongamento dos projectos político-económicos capitalistas, ou se desenvolve opções de projectos não capitalistas, democráticos e populares, ou inclusive socialistas, isso depende essencialmente da acção colectiva organizada dos trabalhadores e dos povos, assim como das suas forças sociais, culturais e políticas. A experiência recente da América Latina, anterior à crise capitalista, indica que a luta social e popular pode produzir mudanças políticas e económicas significativas a favor das classes subalternas, como mostram as experiências da Venezuela, Equador e Bolívia, que se unem àquela da revolução cubana, com uma trajectória de cinquenta anos de luta e resistência heróica.
7- No início a crise parecia trazer consigo uma mudança na tendência da política económica neoliberal predominante, a ponto de que se chegou a falar de transformações estruturais na ordem internacional e do fim da hegemonia estado-unidense. Na medida em que não se observa até o momento uma mobilização social e popular importante que possa por em causa a estabilidade política do sistema capitalista, as saídas que parecem impor-se inscrevem-se dentro de uma linha de continuidade que, com medidas cosméticas e de engenharia financeira, com uma fortíssima intervenção estatal, busca estabilizar transitoriamente as condições da acumulação capitalista e proporcionar a confiança do grande capital transnacional. Nesse sentido devem compreender-se as operações de salvamento do sector financeiro e de algumas transnacionais da produção dos países do capitalismo central levadas a cabo com recursos do orçamento público, recorrendo ao aumento explosivo do endividamento pública e à contínua exacção de recursos provenientes dos países da periferia capitalista. A isto soma-se a decisão política de financiar a estabilização relativa do dólar, bem como a ressurreição do Fundo Monetário Internacional decretada pelo G-20. Tudo isso, junto com diferentes medidas nos âmbitos nacionais, deu um alívio conjuntural aos problemas da reprodução capitalista, mas em momento algum significa que o sistema tenha conseguido consolidar uma saída da crise e muito menos condições estáveis e duradouras para um novo ciclo de acumulação e expansão à escala planetária. A crise produziu no imediato uma profunda reorganização do capital, acentuou os processos de concentração e centralização do capital, expropriou os patrimónios de milhões de trabalhadores mo mundo e precarizou ainda mais o trabalho. As políticas até agora implementadas apenas conseguem suavizar e adiar impactos mais severos da crise.
8- Independentemente da insuficiente resposta das classes subalternas, a crise capitalista desenvolve objectivamente novas condições para a produção de subjectividades e contribui para a (re)constituição de sujeitos políticos para a mudança, o que se torna crucial para pensar e impulsionar alternativas. Na medida em que a crise interpela o capitalismo e torna evidentes os seus limites, apresentam-se novas possibilidades de instalar propostas político-económicas. Nesse sentido, todas aquelas iniciativas tendentes a uma democratização da ordem económica mundial possuem o maior significado e devem ser acompanhadas. Trata-se, por exemplo, de proposta que buscam contrapor-se à hegemonia do dólar ou defendem uma regulação dos fluxos de capital que imponha limites à especulação financeira e à extracção de recursos da economias da periferia capitalista por parte do grande capital transnacional e que estimulam a participação da comunidade internacional, por exemplo através do G-192. E, em geral, em múltiplas iniciativas surgidas em eventos académicos ou encontros de diversos sectores sociais e populares à procura da construção de projectos alternativos de sociedade.
9- No caso da América Latina, as saídas da crise encontram-se fortemente ligadas aos projectos político-económicos de governo, em jogo durante a última década nos diferentes países da região. Em primeiro lugar, encontram-se as pretensões das classes dominantes e da direita latino-americana de utilizar a crise para impor um novo ciclo de reformas neoliberais, que permita aprofundar a transnacionalização e a desnacionalização das economias, impor um regime de incentivos extremos ao grande capital e prosseguir com processo de redistribuição regressiva de rendimentos, em detrimentos dos fundos de consumo dos trabalhadores. Estas pretensões associam-se à estratégia geopolítica dos Estados Unidos para a América Latina, orientada no sentido de recuperar as posições perdidas durante a última década, recorrendo inclusive à maior militarização da região, tal como o demonstra o acordo para a utilização de sete bases militares da Colômbia pelas forças militares dos Estados Unidos. Essa é a lógica que explica o golpe militar em Honduras, que condenamos energicamente. Em segundo lugar, encontram-se os projectos políticos dos governos que, sem pretender no substancial uma ruptura explícita com as políticas neoliberais, impõem mudanças de tom e nova ênfase tanto em matéria social como em políticas de produção. Trata-se dos projectos pós-neoliberais que se inscrevem dentro de uma linha neo-desenvolvimentista, confiam nas possibilidades do capitalismo produtivo e nacional, com altos incentivos ao investimento estrangeiro e sem compromissos a fundo com políticas redistributivas. Em terceiro lugar, encontram-se os projectos políticos económicos dos governos baseados numa importante mobilização social e popular, com uma vontade expressa de mudança, a favor de uma ruptura com as políticas até agora imperantes, em defesa de um projecto de soberania, autodeterminação e de novo entendimento da economia e da integração da região e dos povos. Em alguns destes países anunciou-se o empreendimento de transformações rumo ao socialismo e avançaram-se importantes medidas nesse sentido. O destino da América Latina dependerá de como o devir da luta social e de classes na região canaliza as economias e sociedades latino-americanas numa ou outra direcção. Para os sectores progressistas é do maior significado que se possa consolidar os projectos mais comprometidos com as transformações e a mudança a favor das maiores populares.
10- A crise capitalista reafirma a importância para a América Latina de empreender transformações estruturais que revertam décadas de política neoliberal e canalizem a região rumo à melhoria das condições de vida e de trabalho da sua população, que contribuam para impor uma organização da economia para atender as necessidades sociais, económicas, políticas, culturais e sócio-ambientais da população trabalhadora, em harmonia com o ser humano e a natureza, que impulsione processos de integração tendentes a superar enfoques meramente comerciais e incorporem orçamentos de solidariedade, cooperação, complementaridade e internacionalismo, e contribuam para reforçar as condições de soberania e autodeterminação da região, bem como pela busca legítima de uma nova ordem económica internacional, democrática e inclusiva, e permita à América Latina desenvolver uma maior capacidade de influência nas concepções da política internacional. Nesse sentido, os 200 anos de luta pela emancipação social e a independência adquirem novo conteúdo diante da experiência de mudança política que percorre a região para enfrentar a crise capitalista revertendo a equação histórica de beneficiários e prejudicados, assegurando soberania alimentar, energética e exercício pleno da vontade popular.
FIrmas: Alicia Girón (Brasil), Antonio Elías (Uruguai), Carlos Eduardo Martins (Brasil), Claudio Katz (Argentina), Claudio Lara (Chile), Consuelo Silva (Chile), Daniel Munevar (Colômbia), Federico Manchón (México), Gabriel Ríos (Chile), Gastón Varesi (Argentina), Graciela Galarce (Chile), Jaime Estay (México), Jairo Estrada (Colômbia), Jorge Marchini (Argentina), Julio C. Gambina (Argentina), Luis Rojas Villagra (Paraguai), Marcelo Carcanholo (Brasil), Marisa Silva Amaral (Brasil), Orlando Caputo (Chile), René Arenas Rosales (México), Sergio Papi (Argentina), Servando Álvarez (Venezuela), Theotonio dos Santos (Brasil).
O original encontra-se em http://www.argenpress.info/2009/09/declaracion-del-grupo-de-trabajo-de.html
Esta declaração encontra-se em http://resistir.info/ .
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crise
PELO FIM DA GUERRA INTERNA DA PERIFERIA.

A gente vive se matando, irmão, por quê?
Não me olhe assim, eu sou igual a você.
(Racionais)
2- Para cada cela fechada, uma escola construída. Para cada pavilhão extinto, uma faculdade aberta. Para cada presídio desativado, uma universidade inaugurada;
3- Que a polícia se retire imediatamente das periferias e vá para as fronteiras do país, para os aeroportos, para os portos e para os bairros nobres onde estão os verdadeiros traficantes de armas e drogas;
4- Pela formação de conselhos populares de segurança pública que possibilitem à própria comunidade resolver democraticamente os conflitos de seus moradores;
5- Por um plano emergencial de obras públicas em todos os bairros de periferia para gerar emprego e renda e combater o crime em suas raízes sociais;
6- Pelo fim do pagamento da dívida interna e da externa, para que esse dinheiro, que é nosso dinheiro, seja investido em políticas sociais na periferia.
Nem guerra entre os pobres, nem paz entre as classes!
Movimento Hip Hop Militante Quilombo Brasil
MORENA-CB / Movimento Revolucionário Nacionalista – Círculos Bolivarianos
Não me olhe assim, eu sou igual a você.
(Racionais)
Você sabe quanto vale a vida de um jovem igual a você ou seu filho neste país?
Não? Mas os playboys sabem. Ela não vale nada! Nos últimos anos o capitalismo tem nos mergulhado num mar de sangue como nunca visto antes. Se não bastasse a repressão policial, temos nos envolvido numa “guerra interna” sem fim, de rua contra rua, quebrada contra quebrada, bairro contra bairro e morro contra morro. Mas nada disso tem ocorrido à toa.
Não? Mas os playboys sabem. Ela não vale nada! Nos últimos anos o capitalismo tem nos mergulhado num mar de sangue como nunca visto antes. Se não bastasse a repressão policial, temos nos envolvido numa “guerra interna” sem fim, de rua contra rua, quebrada contra quebrada, bairro contra bairro e morro contra morro. Mas nada disso tem ocorrido à toa.
Arrancaram-nos o direito à educação, saúde, moradia, lazer e trabalho, mas não arrancaram também os olhos e o desejo de viver. Manipularam nossas consciências de tal modo que não conseguimos ver quem nos explora, quem desvia dinheiro público, quem faz as leis que só nos prejudicam, os magnatas de gravatas como nossos inimigos. Ao contrário, vemos o inimigo justamente quando olhamos alguém igual à gente, que sofre dos mesmos problemas que nós, que mora ao lado, que é preto, pobre e favelado. Como então reagir se estamos divididos e com os canhões apontados uns para as cabeças dos outros?
Você sabe quantas escolas daria para construir na periferia com os R$ 20 milhões que o deputado Edmar Moreira (DEM-MG) desviou para construir o seu luxuoso castelo medieval em meio a uma comunidade pobre? Você sabe quantas casas daria para construir com os mais de R$ 300 bilhões que o governo Lula tem dado de mãos beijadas para os donos de bancos?
Você não sabe? Tá bom então, você não se importa com política, né?
Mas, você sabe de onde vêm as drogas e as armas que entopem com ódio o sentimento da periferia?
Quando a polícia invade a favela e mata alguém, a mídia logo noticia que era traficante. Mas será que quem embolsa os bilhões de reais gerados pelo tráfico de drogas e armas moraria em becos, vielas, ruas com esgoto a céu aberto e arriscaria a vida trocando tiros com a policia? Lógico que não. Até porque todo esse dinheiro dá muito bem pra comprar mansões e apartamentos em condomínios de luxo cercado de seguranças. Dá pra comprar carros blindados, comprar a polícia, a justiça... Enfim, comprar a impunidade e uma boa reputação. Enquanto isso, as atenções são desviadas para jovens de bairros precarizados, envolvidos ou não com o comércio varejista de drogas.
Você não sabe? Tá bom então, você não se importa com política, né?
Mas, você sabe de onde vêm as drogas e as armas que entopem com ódio o sentimento da periferia?
Quando a polícia invade a favela e mata alguém, a mídia logo noticia que era traficante. Mas será que quem embolsa os bilhões de reais gerados pelo tráfico de drogas e armas moraria em becos, vielas, ruas com esgoto a céu aberto e arriscaria a vida trocando tiros com a policia? Lógico que não. Até porque todo esse dinheiro dá muito bem pra comprar mansões e apartamentos em condomínios de luxo cercado de seguranças. Dá pra comprar carros blindados, comprar a polícia, a justiça... Enfim, comprar a impunidade e uma boa reputação. Enquanto isso, as atenções são desviadas para jovens de bairros precarizados, envolvidos ou não com o comércio varejista de drogas.
Você sabia que os bancos dos Estados Unidos lavam por ano mais de US$ 400 bilhões, tudo proveniente do narcotráfico?
Ah, agora você sacou, né, sangue bom? É isso mesmo. Quem financia a “guerra interna” em nossas comunidades são os ricos com o consentimento do nosso governo. O país que
obriga o nosso governo a ocupar a periferia com força militar é o mesmo que joga as drogas e armas que alimentam o ódio cego de irmão contra irmão.
DIVIDIR PARA DOMINAR E LUCRAR COM A NOSSA TRAGÉDIA.
A estratégia do nosso inimigo não é nova. A divisão do povo preto, tanto na África como no Brasil colonial, resultou na vitória dos opressores. Na África, as desavenças entre os povos eram incentivadas pelos comerciantes de escravos e escravas, para que os derrotados dessas guerras fossem negociados com eles para serem vendidos, principalmente nas Américas. No Brasil, os senhores de engenho davam preferência à variedade de etnias, pois assim era mais difícil a organização dos africanos escravizados.
Periferia, pare, respire por alguns segundos (G.O.G)
Pelo fim da “guerra interna”. Nós do Movimento Hip Hop Militante Quilombo Brasil propomos um pacto de paz entre todas as torcidas, gangues, galeras, e bondes de todas as comunidades pobres deste país. Propomos o fim dos assaltos na periferia. Nossa declaração de guerra é contra os ricos. É por educação, saúde, cultura e emprego. Vamos reduzir a zero à contagem de corpos sem vida no chão da periferia. Vamos multiplicar por mil o sorriso de felicidade da mãe que vê seu filho resgatado do crime. O desafio está lançado pra quem é guerreiro e guerreira de verdade.
1- Exigimos a eliminação gradual do sistema prisional que não ressocializa pobre e nem mantém preso o rico. Na verdade só serve para alimentar a indústria do crime aumentando o sofrimento da periferia e o lucro das empresas privadas;
Ah, agora você sacou, né, sangue bom? É isso mesmo. Quem financia a “guerra interna” em nossas comunidades são os ricos com o consentimento do nosso governo. O país que
obriga o nosso governo a ocupar a periferia com força militar é o mesmo que joga as drogas e armas que alimentam o ódio cego de irmão contra irmão.
DIVIDIR PARA DOMINAR E LUCRAR COM A NOSSA TRAGÉDIA.
A estratégia do nosso inimigo não é nova. A divisão do povo preto, tanto na África como no Brasil colonial, resultou na vitória dos opressores. Na África, as desavenças entre os povos eram incentivadas pelos comerciantes de escravos e escravas, para que os derrotados dessas guerras fossem negociados com eles para serem vendidos, principalmente nas Américas. No Brasil, os senhores de engenho davam preferência à variedade de etnias, pois assim era mais difícil a organização dos africanos escravizados.
Periferia, pare, respire por alguns segundos (G.O.G)
Pelo fim da “guerra interna”. Nós do Movimento Hip Hop Militante Quilombo Brasil propomos um pacto de paz entre todas as torcidas, gangues, galeras, e bondes de todas as comunidades pobres deste país. Propomos o fim dos assaltos na periferia. Nossa declaração de guerra é contra os ricos. É por educação, saúde, cultura e emprego. Vamos reduzir a zero à contagem de corpos sem vida no chão da periferia. Vamos multiplicar por mil o sorriso de felicidade da mãe que vê seu filho resgatado do crime. O desafio está lançado pra quem é guerreiro e guerreira de verdade.
1- Exigimos a eliminação gradual do sistema prisional que não ressocializa pobre e nem mantém preso o rico. Na verdade só serve para alimentar a indústria do crime aumentando o sofrimento da periferia e o lucro das empresas privadas;
2- Para cada cela fechada, uma escola construída. Para cada pavilhão extinto, uma faculdade aberta. Para cada presídio desativado, uma universidade inaugurada;
3- Que a polícia se retire imediatamente das periferias e vá para as fronteiras do país, para os aeroportos, para os portos e para os bairros nobres onde estão os verdadeiros traficantes de armas e drogas;
4- Pela formação de conselhos populares de segurança pública que possibilitem à própria comunidade resolver democraticamente os conflitos de seus moradores;
5- Por um plano emergencial de obras públicas em todos os bairros de periferia para gerar emprego e renda e combater o crime em suas raízes sociais;
6- Pelo fim do pagamento da dívida interna e da externa, para que esse dinheiro, que é nosso dinheiro, seja investido em políticas sociais na periferia.
Nem guerra entre os pobres, nem paz entre as classes!
Movimento Hip Hop Militante Quilombo Brasil
MORENA-CB / Movimento Revolucionário Nacionalista – Círculos Bolivarianos
Associação de Familiares e Amigos de Presos e Presas da Bahia
MTST
MST
REVOLUTAS
CONLUTAS
APAFunk
Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência
MTST
MST
REVOLUTAS
CONLUTAS
APAFunk
Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência
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juventude das favelas
RESPONDA RÁPIDO:

Quantos médicos negros você conhece?
Por que tem que usar um Nike ou o celular tal?
Por que precisa agir de acordo com que os outros fazem?
Quem é você?
Por que você assiste na televisão uma maioria esmagadora de filmes de um único país?
De onde vem essa influência?
Para que você não tenha estas respostas os donos do poder moldam a forma da sociedade pensar. O individualismo, a desestruturação familiar, a falta de valores, a violências das relações, a falta de solidariedade, a miséria, tudo isso se torna cotidiano.
Uma classe, para se manter poderosa, domina, confunde e explora. Num mundo de valores invertidos, quais os papéis daqueles que o herdarão? Quais as formas de agir da juventude? A mudança que todos queremos não virá de forma fácil e nem rápida, precisamos de união e de organização.
As nossas sociedades latino-americanas possuem mais do que um passado colonial em comum, nossas nações irmãs foram e ainda são marcadas em suas histórias por golpes militares, exploração dos recursos naturais, por oligarquias latifundiárias, pacotes econômicos neoliberais, sistemas corruptos de administração pública, pobreza, fome, desemprego, violência, etc...
Em nosso continente a dominação e exploração dos povos são feitas de forma sistemática pelas classes dominantes nacionais e internacionais.
Vivemos um presente de revolta, os povos decidiram despertar na nossa América e garantir para sempre nossa liberdade.
Por que tem que usar um Nike ou o celular tal?
Por que precisa agir de acordo com que os outros fazem?
Quem é você?
Por que você assiste na televisão uma maioria esmagadora de filmes de um único país?
De onde vem essa influência?
Para que você não tenha estas respostas os donos do poder moldam a forma da sociedade pensar. O individualismo, a desestruturação familiar, a falta de valores, a violências das relações, a falta de solidariedade, a miséria, tudo isso se torna cotidiano.
Uma classe, para se manter poderosa, domina, confunde e explora. Num mundo de valores invertidos, quais os papéis daqueles que o herdarão? Quais as formas de agir da juventude? A mudança que todos queremos não virá de forma fácil e nem rápida, precisamos de união e de organização.
As nossas sociedades latino-americanas possuem mais do que um passado colonial em comum, nossas nações irmãs foram e ainda são marcadas em suas histórias por golpes militares, exploração dos recursos naturais, por oligarquias latifundiárias, pacotes econômicos neoliberais, sistemas corruptos de administração pública, pobreza, fome, desemprego, violência, etc...
Em nosso continente a dominação e exploração dos povos são feitas de forma sistemática pelas classes dominantes nacionais e internacionais.
Vivemos um presente de revolta, os povos decidiram despertar na nossa América e garantir para sempre nossa liberdade.
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geral
Por um Movimento Estudantil Popular, Classista e de Base
Os grêmios secundaristas, os DCE´s, Ca´s e Da´s deveriam representar todos aqueles compromissados e identificados com seus objetivos e lutas imediatas, independente de sua filiação partidária. Isso exige uma definição contrária a toda tática que objetiva a transformação das entidades estudantis em aparelhos de partidos políticos, de parlamentares, de candidaturas ou de governos de quaisquer partidos.
Isso não impede que militantes dos partidos políticos populares atuem nas entidades, estudantis politizando-as de modo que estas adquiram um sentido político e uma articulação com as grandes questões, trabalhando para que estas exerçam seu poder em todos os níveis.
Essa politização contribuirá para que nossas entidades superem o desenvolvimento espontâneo, apolítico e antipolítico, onde ao não poderem superar a visão parcial de seus problemas e suas soluções, acabam dispersando o grupo social que representam e fracassando, tanto na mobilização e organização quanto na conquista das reivindicações concretas.
Só a polítização das entidades estudantis, orientada intransigentemente pelos interesses populares e classistas, permitirá ligarmos as reivindicações do movimento estudantil à luta política pela construção de um futuro poder das maiorias.
A partir daí, a ação conjunta ao lado das organizações políticas, identificadas com os caminhos de luta definidos pela base do movimento estudantil, significará um avanço na qualidade da luta, à medida que as entidades tenham uma autonomia que as transformem em alavanca na criação de instâncias que ajudem na construção de um poder organizado por homens e mulheres conscientes de sua força, seus interesses e de sua capacidade de auto administrar-se.
O movimento estudantil torna-se, dessa forma, livre do controle do poder do estado e das classes dominantes.
O movimento estudantil que queremos
Há muito tempo vemos sucessivas diretorias da UNE e a UBES totalmente atrelada ao objetivo de consolidar um regime capitalista com certa "justiça social" para os “incluídos” e com o aprofundamento da exploração e da exclusão para as amplas massas de operários não-qualificados e semi-qualificados, semi-proletários, camponeses, assalariados agrícolas não permanentes etc.
Hoje surge a ANEL que assume uma linguagem classista, ações e discursos marcados por um aparente radicalismo. Porém, apesar de suas diferentes formas de manifestações, suas divergências ocorrem muito mais nas disputas por espaços no “aparato” (entidades) do movimento estudantil do que na implementação real de uma nova prática que aponte no longo prazo para a construção de um movimento estudantil.
Sem abandonar as reivindicações mais imediatas dos estudantes universitários, necessitamos de um movimento estudantil que incorpore bandeiras políticas de interesse do conjunto dos trabalhadores, dos assalariados em geral e dos excluídos da cidade e do campo. O movimento estudantil tem que assumir bandeiras políticas que ultrapassem as barreiras da reivindicação salarial, do corporativismo e que apontem para a solução dos problemas da educação, habitação, saúde pública, enfim, que busquem a emancipação política e econômica dos setores populares, sem, no entanto optar por atrelar nossas entidades estudantis a política eleitoreira que hoje hegemoniza todos os partidos populares.
O próprio passado do movimento estudantil mostra que os estudantes deram vários exemplos de luta de cunho político, em diferentes momentos de nossa história. Em vários momentos, o movimento estudantil brasileiro, passou de lutas imediatas e pauta de reivindicações, para um caráter político mais geral.
No dia-a-dia as entidades estudantis a partir das pressões vindas da base passaram a se valer de formas de militância nas quais sua participação ganhou, gradativamente, um caráter político de luta de massas. Essa nova forma de militância traduziu-se por uma efetiva participação dos dirigentes e militantes estudantis nos parlamentos, associações de moradores, movimentos camponeses, movimentos de cultura popular, comunidades de base e outros.
Precisamos construir um movimento estudantil que seja popular, classista e de base. Temos certeza que existem em todas as correntes do movimento estudantil, independente de posicionamentos partidários, militantes e grupos identificados com a necessidade do movimento estudantil superar o divisionismo da partidarização e se trans formar em uma força social e política que efetivamente contribua com revolução socialista brasileira, latino-americana e mundial.
Assim, o Círculo Bolivariano de Juventudes Che Guevara vinculado ao Movimento Revolucionário Nacionalista – Círculos Bolivarianos pretende unificar esforços e militância para apostar no desafio de construir a unidade na ação de militantes estudantis de vários partidos e agrupamentos, que tenham como referencial a defesa e a implementação dessa prática estudantil popular, classista e de base no cotidiano do movimento estudantil.
·rompendo com o moto perpétuo das lutas internas, onde a luta interna de hoje é filha da luta interna de ontem e prepara a luta interna de amanhã;
·não tratando os estudantes como a um auditório que ouve quieto, vota quieto e retorna quieto na próxima assembléia ou eleição. Precisamos de entidades estudantis politizadas e permanentes que não estejam centradas nas eleições dos “aparatos”, na organização de grupos de interesse para luta interna e em realização de reuniões ou encontros em que se debatam apenas palavras de ordem;
·consolidando instâncias participativas e democráticas e não transformando nossas entidades em um prolongamento das disputas eleitorais partidárias, e nossas instâncias em espaços de cooptação e propaganda dos partidos;
·questionando a visão aparelhista e a partidarização que transformam nossas entidades em correia de transmissão de partidos. Não tendo nossos dirigentes estudantis designados pelos partidos políticos, sem terem vinculação com a realidade de nossas lutas cotidianas;
·construindo definições e unidade de ação em nossas entidades que aumentem as possibilidades de avanço do conjunto dos trabalhadores. Não reproduzindo as definições e a unidade dos partidos políticos que atuam em nossas entidades;
·lutando por um programa de lutas que tenha como referencial o conjunto dos estudantes e as reivindicações e interesses do povo trabalhador e não o nível de consciência da vanguarda de ativistas do movimento estudantil. Entidades que não sejam “despolitizadas e corporativistas” para não perder a radicalidade necessária para nossas conquistas, mas que também não assumam um radicalismo que coloque a retórica ou as doutrinas acima da experiência histórica dos estudantes;
·conquistando entidades que mobilizem cotidianamente os estudantes para a luta popular e classista por Reformas de Base e estimulem a criação de órgãos de poder político popular que apontem para uma maior participação do povo nas decisões governamentais ou privadas relacionadas com nossos interesses;
·defendendo um movimento estudantil classista, popular, autônomo e representativo dos interesses dos estudantes e de todos aqueles - adultos, crianças, homens e mulheres - identificados com as lutas de massa pelas Reformas de Base rumo ao socialismo que o Brasil necessita;
Isso não impede que militantes dos partidos políticos populares atuem nas entidades, estudantis politizando-as de modo que estas adquiram um sentido político e uma articulação com as grandes questões, trabalhando para que estas exerçam seu poder em todos os níveis.
Essa politização contribuirá para que nossas entidades superem o desenvolvimento espontâneo, apolítico e antipolítico, onde ao não poderem superar a visão parcial de seus problemas e suas soluções, acabam dispersando o grupo social que representam e fracassando, tanto na mobilização e organização quanto na conquista das reivindicações concretas.
Só a polítização das entidades estudantis, orientada intransigentemente pelos interesses populares e classistas, permitirá ligarmos as reivindicações do movimento estudantil à luta política pela construção de um futuro poder das maiorias.
A partir daí, a ação conjunta ao lado das organizações políticas, identificadas com os caminhos de luta definidos pela base do movimento estudantil, significará um avanço na qualidade da luta, à medida que as entidades tenham uma autonomia que as transformem em alavanca na criação de instâncias que ajudem na construção de um poder organizado por homens e mulheres conscientes de sua força, seus interesses e de sua capacidade de auto administrar-se.
O movimento estudantil torna-se, dessa forma, livre do controle do poder do estado e das classes dominantes.
O movimento estudantil que queremos
Há muito tempo vemos sucessivas diretorias da UNE e a UBES totalmente atrelada ao objetivo de consolidar um regime capitalista com certa "justiça social" para os “incluídos” e com o aprofundamento da exploração e da exclusão para as amplas massas de operários não-qualificados e semi-qualificados, semi-proletários, camponeses, assalariados agrícolas não permanentes etc.
Hoje surge a ANEL que assume uma linguagem classista, ações e discursos marcados por um aparente radicalismo. Porém, apesar de suas diferentes formas de manifestações, suas divergências ocorrem muito mais nas disputas por espaços no “aparato” (entidades) do movimento estudantil do que na implementação real de uma nova prática que aponte no longo prazo para a construção de um movimento estudantil.
Sem abandonar as reivindicações mais imediatas dos estudantes universitários, necessitamos de um movimento estudantil que incorpore bandeiras políticas de interesse do conjunto dos trabalhadores, dos assalariados em geral e dos excluídos da cidade e do campo. O movimento estudantil tem que assumir bandeiras políticas que ultrapassem as barreiras da reivindicação salarial, do corporativismo e que apontem para a solução dos problemas da educação, habitação, saúde pública, enfim, que busquem a emancipação política e econômica dos setores populares, sem, no entanto optar por atrelar nossas entidades estudantis a política eleitoreira que hoje hegemoniza todos os partidos populares.
O próprio passado do movimento estudantil mostra que os estudantes deram vários exemplos de luta de cunho político, em diferentes momentos de nossa história. Em vários momentos, o movimento estudantil brasileiro, passou de lutas imediatas e pauta de reivindicações, para um caráter político mais geral.
No dia-a-dia as entidades estudantis a partir das pressões vindas da base passaram a se valer de formas de militância nas quais sua participação ganhou, gradativamente, um caráter político de luta de massas. Essa nova forma de militância traduziu-se por uma efetiva participação dos dirigentes e militantes estudantis nos parlamentos, associações de moradores, movimentos camponeses, movimentos de cultura popular, comunidades de base e outros.
Precisamos construir um movimento estudantil que seja popular, classista e de base. Temos certeza que existem em todas as correntes do movimento estudantil, independente de posicionamentos partidários, militantes e grupos identificados com a necessidade do movimento estudantil superar o divisionismo da partidarização e se trans formar em uma força social e política que efetivamente contribua com revolução socialista brasileira, latino-americana e mundial.
Assim, o Círculo Bolivariano de Juventudes Che Guevara vinculado ao Movimento Revolucionário Nacionalista – Círculos Bolivarianos pretende unificar esforços e militância para apostar no desafio de construir a unidade na ação de militantes estudantis de vários partidos e agrupamentos, que tenham como referencial a defesa e a implementação dessa prática estudantil popular, classista e de base no cotidiano do movimento estudantil.
·rompendo com o moto perpétuo das lutas internas, onde a luta interna de hoje é filha da luta interna de ontem e prepara a luta interna de amanhã;
·não tratando os estudantes como a um auditório que ouve quieto, vota quieto e retorna quieto na próxima assembléia ou eleição. Precisamos de entidades estudantis politizadas e permanentes que não estejam centradas nas eleições dos “aparatos”, na organização de grupos de interesse para luta interna e em realização de reuniões ou encontros em que se debatam apenas palavras de ordem;
·consolidando instâncias participativas e democráticas e não transformando nossas entidades em um prolongamento das disputas eleitorais partidárias, e nossas instâncias em espaços de cooptação e propaganda dos partidos;
·questionando a visão aparelhista e a partidarização que transformam nossas entidades em correia de transmissão de partidos. Não tendo nossos dirigentes estudantis designados pelos partidos políticos, sem terem vinculação com a realidade de nossas lutas cotidianas;
·construindo definições e unidade de ação em nossas entidades que aumentem as possibilidades de avanço do conjunto dos trabalhadores. Não reproduzindo as definições e a unidade dos partidos políticos que atuam em nossas entidades;
·lutando por um programa de lutas que tenha como referencial o conjunto dos estudantes e as reivindicações e interesses do povo trabalhador e não o nível de consciência da vanguarda de ativistas do movimento estudantil. Entidades que não sejam “despolitizadas e corporativistas” para não perder a radicalidade necessária para nossas conquistas, mas que também não assumam um radicalismo que coloque a retórica ou as doutrinas acima da experiência histórica dos estudantes;
·conquistando entidades que mobilizem cotidianamente os estudantes para a luta popular e classista por Reformas de Base e estimulem a criação de órgãos de poder político popular que apontem para uma maior participação do povo nas decisões governamentais ou privadas relacionadas com nossos interesses;
·defendendo um movimento estudantil classista, popular, autônomo e representativo dos interesses dos estudantes e de todos aqueles - adultos, crianças, homens e mulheres - identificados com as lutas de massa pelas Reformas de Base rumo ao socialismo que o Brasil necessita;
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